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sábado, 14 de setembro de 2019
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Cerrado
CERRADO
Vendo
um ipê florido
Um
Candeal desfolhado
Um
pequizeiro com frutos
E
o chão todo forrado
Encho
o peito pra dizer
Como
é rico o nosso cerrado.
Vendo
um pé de buriti
Com
um cacho pendurado
Murici
e Curriola
Cajuzinho
pra todo lado
Encho
o peito pra dizer
Como
é rico o nosso cerrado
Vendo
muitas árvores secas
E
muito tronco queimado
Quando
cai uma boa chuva
Fica
tudo esverdeado
Encho
o peito pra dizer
Como
é rico o nosso cerrado
Ver
um riacho nascer
No
meio de um chão torrado
Ver
a água escorrer
E
o chão ficar molhado
Encho
o peito pra dizer
Como
é rico o nosso cerrado
Ouvir
o canto da jaó
Num
assobio afinado
Anunciando
o entardecer
Ou
o dia recém-chegado
Encho
o peito pra dizer
Como
é rico o nosso cerrado
quarta-feira, 22 de março de 2017
quinta-feira, 23 de junho de 2016
O Mar - Poemas
Autor:
Mauro da Nóbrega
Quando o vi pela primeira
vez
Confesso que fiquei um
pouco acanhado!
Mas fui chegando de
mansinho,
E aos poucos mergulhei em
você.
Você tem um pouco de tudo,
Ou um tudo de cada pouco,
São tantos rios que
deságua em ti!
Você é sertanejo, é
urbano.
Tu és grande como o
universo!
Mas mesmo assim ainda
vive a solidão,
Quando finda a tarde e
todos vão se embora
Você sozinho chora a
ausência do sol.
Mas quando pela manhã,
Os raios do sol lhe fazem
acordar,
Você enxuga as lágrimas,
E volta a sorrir para um
novo dia.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Canário do Divino - Mauro da Nóbrega
Canário do Divino
Autor: Mauro da Nóbrega
Nunca mais eu vi o voar
De um Canário do Divino
Um pássaro bem vermelho
De um cantar suave e fino
Mais um que entrou em extinção
Pois a vi aqui no nosso sertão
Quando eu ainda era menino
Suas penas brilhavam tanto
Que era bonito de se ver
Mas tudo vai se acabando
E a gente demora pra perceber
A fêmea era amarela
Porém também muito bela
Como o sol no amanhecer
Canário do Divino
Onde você foi morar
Volte para o nosso sertão
Pois quero ouvi o seu cantar
Venha enfeitar o cerrado
Com cores e cantos Divinais
Venha nos trazer a paz
Que você tem pra nos dar.terça-feira, 19 de abril de 2016
Eu me lembro do tempo
Autor: Mauro da Nóbrega
Eu me lembro do tempo,
Do pote e da botija
No canto da parede
Em cima de uma forquilha
Uns copinhos areados
Com areia e folha de sambaíba
Brilhavam que fazia gosto
Até a água ficava mais doce
E descia mais gostosa
Eu me lembro do tempo
De um carro de boi cantando
Com azeito nos cocões
As rodas de madeiras
Desgastadas pelo uso
Faziam um barulho confuso
Um pouco descompassado
Como um batido trocado
Mas a música saía
Eu me lembro muito bem
Da brincadeira de infinca,
Do pião, e da carrapeta
Feita de tampa de vidro de injeção
Ou então de marmelada
Rodava chega cochilava
Se equilibrando no chão
Jogar bila e coco, então!
Era pura diversão
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